Em vídeo, Dilma
afirma que o “meio ambiente é uma ameaça!”
A presidente Dilma Rousseff colocou três
ministros em um tablado para falar que retalhou o texto que saiu da Câmara a
fim de recuperar o projeto de lei que havia saído do Senado. Como o que os
senadores produziram era ruim para as florestas e o governo não mostrou na
coletiva com que retalhos pretende costurar no texto, o Brasil continua
desconhecendo como fica o futuro de suas matas.
Ao que parece, o resultado se aproxima de
um Frankenstein, que ainda depende de uma medida provisória – também
desconhecida – para preencher um vácuo jurídico provocado pelo corta-e-cola. Não
foi o que o povo pediu.
Desde que o processo começou, há dois anos
e meio, a presidente ignorou os avisos de diversos setores da sociedade, de que
uma lei tão importante não pode ser reescrita sem a participação de todos. Ela
aceitou que um dos maiores tesouros do país – a floresta e a decisão
constitucional de protegê-la pelo bem comum e futuro – fosse destruída pelo
interesse de apenas um setor da sociedade.
Tanto é que, apenas quando o texto saiu no
Congresso, o governo foi ver exatamente quantos seriam beneficiados pelo projeto
de lei. Quanta surpresa: percebeu que 81% das propriedades são pequenas, e que
elas ocupam apenas 16% da área agrícola do país – e que, portanto, o código
escrito no Congresso falhava em proteger os pequenos produtores, pois fora
escrito para proteger os grandes. Como se todos não soubessem disso.











